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Entidades pedem cautela após reciprocidade do Brasil aos EUA

  • há 12 minutos
  • 2 min de leitura

FIERGS, SinmaqSinos e Abrameq avaliam que eventual retaliação deve ser último recurso e

defendem intensificação do diálogo com o governo Trump.


A decisão do governo brasileiro de iniciar o processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos é recebida com cautela por entidades representativas da indústria. FIERGS, SinmaqSinos e Abrameq defendem que o Brasil priorize as negociações e a diplomacia antes de adotar eventuais medidas de retaliação.


A abertura do processo não significa, neste momento, a aplicação automática de novas tarifas pelo Brasil. A medida dá início a uma etapa de avaliação e consultas diplomáticas com os Estados Unidos, conforme

previsto na legislação brasileira.


Para a FIERGS, o cenário exige uma “postura de equilíbrio estratégico”, com prioridade para o diálogo e a negociação. A entidade avalia que medidas de retaliação podem ampliar as tensões comerciais e gerar

impactos adicionais sobre a atividade econômica e a competitividade da indústria brasileira.


Posição semelhante é adotada pelo SinmaqSinos e pela Abrameq. As entidades, presididas respectivamente por Marlos Schmidt e André da Rocha, entendem que o momento exige “cautela, diálogo e responsabilidade” na condução da relação comercial entre os dois países.


Embora reconheçam que o Brasil possui instrumentos para defender seus interesses comerciais, as entidades consideram que a aplicação de medidas de reciprocidade que resultem em novas tarifas ou restrições deve ser tratada como último recurso.


“Uma escalada tarifária poderá ampliar os prejuízos para as próprias

empresas brasileiras, encarecer insumos, máquinas e tecnologias e

gerar ainda mais insegurança para quem produz, exporta e investe”, afirmam.


Para SinmaqSinos e Abrameq, os Estados Unidos são um parceiro estratégico para o setor industrial e um mercado relevante para produtos de maior valor agregado. Por isso, a prioridade deve ser preservar e ampliar a relação comercial entre os dois países.


“Nossa prioridade deve ser preservar e ampliar a relação comercial e os negócios, sem criar mais barreiras entre os dois países. É preciso separar as diferenças políticas e ideológicas, colocar o Estado Brasileiro para trabalhar pelos interesses da economia do Brasil, independente do governo que está no poder”, afirmam.


As entidades defendem ainda que a diplomacia seja intensificada como caminho para lidar com o impasse comercial.


Veja a matéria completa aqui


Jornal NH

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Foto: Ricardo Stuckert / PR

 
 
 

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