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FIERGS mantém alta do PIB em 2,2% mas pede cautela

há 11 minutos
2 min de leitura

Projeção para a indústria em 2026 passa de 0,8% para 1,8%, impulsionada pelo resultado de alimentos e de derivados do petróleo.


O Sistema FIERGS, por meio da Unidade de Estudos Econômicos (UEE) e do Observatório da Indústria do RS, revisou as projeções econômicas para o Brasil e Rio Grande do Sul em 2026. A estimativa geral do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho manteve-se em 2,2%.


A principal revisão ocorreu no crescimento da indústria, cuja expectativa de alta subiu de 0,8% para 1,8%, em razão do desempenho da indústria da transformação.


A previsão de crescimento da agropecuária foi revisada de 9,5% para 9,2%, enquanto a projeção de serviços recuou de 1,7% para 1,5%. As novas projeções foram divulgadas na quinta-feira (17).


A produção industrial gaúcha teve revisão de crescimento de 0,6% para 1,7%, por conta do desempenho positivo no primeiro semestre (+3,6%). O resultado foi impulsionado pelos segmentos de alimentos e derivado de petróleo, que juntos foram responsáveis por 91,7% do crescimento. A projeção para as exportações da indústria gaúcha foi revisada de US$ 16,7 bilhões para US$ 16,9 bilhões em 2026.


Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, a revisão da projeção para a indústria está em linha com uma melhora nos resultados observados em alguns segmentos, no entanto o ambiente econômico exige cautela nos próximos meses. “A elevação da projeção para a indústria, especialmente com a contribuição de alimentos, com impulso significativo das exportações, e de derivados do petróleo, como reflexo do conflito no Oriente Médio, é um sinal positivo. Ao mesmo tempo, seguimos diante de um cenário de juros elevados, crédito restritivo e incertezas no país, como a crise institucional, que limitam um crescimento mais forte. É importante criar condições para que a indústria cresça de forma disseminada e consistente, ampliando a geração de empregos e renda no estado”, afirma.


A projeção para o PIB brasileiro foi mantida em 1,9% em 2026, com ajustes na composição setorial. A agropecuária teve a estimativa reduzida de 2,1%, em abril, para 1,6%, enquanto a projeção da indústria subiu de 1,3% para 1,7%. Já os serviços continuam com crescimento previsto de 1,9%.


Comunicação da FIERGS


 
 
 

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