Novas tarifas dos EUA preocupam indústria gaúcha
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O Sistema FIERGS lamenta a decisão anunciada nesta quarta-feira (15) pelo governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida amplia as barreiras ao comércio bilateral e traz novos desafios para a indústria gaúcha, especialmente para segmentos com forte presença nas exportações ao mercado norte-americano, como armas e munições, madeira, calçados e tabaco.
Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, a decisão compromete a competitividade das empresas, reduz a previsibilidade dos negócios e pode gerar impactos sobre investimentos, emprego e renda no Rio Grande do Sul. "É um retrocesso nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e impõe mais um desafio à indústria brasileira e gaúcha. É fundamental que o governo brasileiro mantenha as negociações com as autoridades norte-americanas para buscar a reversão dessa medida e ampliar a lista de produtos contemplados por exceções”, avalia.
Em caso de manutenção das medidas, defende a implantação de medidas compensatórias. “Ao mesmo tempo, é necessário preparar políticas públicas de apoio aos setores mais afetados, nos moldes das iniciativas adotadas no ano passado, com linhas especiais de financiamento e iniciativas para auxiliar as empresas impactadas. O momento exige uma atuação coordenada, técnica e diplomática para preservar a capacidade competitiva da indústria brasileira e minimizar os efeitos sobre a economia e o emprego", ressalta o presidente do Sistema FIERGS.
HISTÓRICO
• A escalada das medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros teve início em abril de 2025, com o anúncio de tarifas recíprocas de 10% para diversos países.
• Em agosto do mesmo ano, o governo norte-americano elevou a taxa para 50% (10% + sobretaxa de 40%) sobre produtos brasileiros, mantendo uma lista de exceções que contemplava cerca de 700 itens.
• Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu retirar essas tarifas.
• O governo Donald Trump aplicou, então, uma tarifa temporária de 10% para todos os países. Posteriormente, em junho deste ano, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu a investigação conduzida com base na Seção 301 e recomendou a aplicação de uma nova tarifa adicional de 25% exclusivamente para produtos brasileiros, medida agora anunciada pelo governo norte-americano.
• Uma taxação complementar de 12,5% está em análise e pode ser aplicada até março do ano que vem para produtos brasileiros e de outros países.
Comunicação da FIERGS




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