Populismo é o caminho para prosperidade?
- há 19 horas
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Enquanto o mundo disputa competitividade e produtividade, o Brasil insiste em discutir ilusão.
A pauta da redução de jornada é mais uma prova disso. É populismo!
É o tipo de proposta que gera aplauso imediato e destrói competitividade no médio prazo.
Isso porque ignora o básico, o problema do Brasil nunca foi excesso de trabalho, sempre foi o custo de empregar. Cada vaga formal no país carrega um peso absurdo: encargos elevados, regras engessadas, obrigações acessórias sufocantes e um sistema que trata quem emprega como suspeito - não como motor da economia.
E qual é a resposta que se propõe? Encarecer ainda mais.
Reduzir jornada significa: aumentar custo por hora, pressionar margens e acelerar um movimento inevitável, menos contratações, mais informalidade e mais importação.
Depois, a conta chega, mas o pior é que não chega para quem fez o discurso, chega para quem gera e para quem precisa de emprego.
O caminho correto nunca foi esse e continua não sendo.
Se há coragem real para melhorar a vida das pessoas, então é preciso enfrentar o que realmente trava o país: reduzir o custo do emprego, cortar encargos, rever estruturas ultrapassadas, eliminar burocracias que só existem para manter o sistema de pé e permitir negociação real entre representantes das empresas e trabalhadores.
Nosso debate deveria ser, encontrar melhor forma de permitir que empresas contratem sem medo, que cresçam sem serem punidas por crescer e que disputem mercado global em condições minimamente justas.
Hoje, o Brasil faz o contrário, protege um modelo caro, ineficiente e ultrapassado e vende isso como avanço social. Esse é o tipo de escolha que mantém o país preso à mediocridade.
No fim, não existe política social sem emprego, sem as empresas.
E não existe empresa saudável em um país que insiste em punir quem produz.
Decisões populistas nunca foram e não serão o caminho para prosperidade.




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