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Prioridades que custam caro ao futuro do Brasil

  • há 7 dias
  • 2 min de leitura

O SinmaqSinos manifesta preocupação com o rumo das decisões econômicas adotadas no país ao longo das últimas décadas, frequentemente sem a devida escuta de quem produz, investe e gera empregos.


Desde os anos 1980, a indústria vem perdendo participação no PIB brasileiro — não por falta de capacidade, mas pela ausência de um ambiente competitivo adequado. Trata-se de um movimento preocupante, sobretudo quando se observa que, nos países desenvolvidos, a indústria segue sendo a base do crescimento, da inovação e da geração de valor.


Quando o setor industrial não é ouvido, os efeitos são claros: perda de competitividade, aumento da dependência externa, retração de investimentos e redução de empregos qualificados.


Ao mesmo tempo, ganham espaço pautas de forte apelo popular, mas que não enfrentam os problemas estruturais da economia. A proposta de redução da jornada de trabalho é um exemplo. Embora atraente no discurso, pode gerar impactos concretos como aumento de custos, perda de eficiência, maior entrada de produtos importados, redução de investimentos e diminuição de postos de trabalho.


O Brasil precisa fazer escolhas — e escolhas exigem responsabilidade. Ignorar o enfraquecimento da indústria tem um custo que já se reflete em menor crescimento econômico, menos oportunidades e maior vulnerabilidade externa.


Para o presidente da entidade, Marlos Schmidt, é fundamental recolocar o setor produtivo no centro do debate: “Sem indústria forte, não há crescimento. Sem escuta, não há evolução. E sem evolução, o país fica para trás.”


O SinmaqSinos reforça que nem toda pauta que gera aplauso resolve os desafios do país — e algumas podem, inclusive, agravá-los. Se o objetivo é construir um Brasil mais competitivo e com futuro, é indispensável valorizar a indústria e garantir condições reais para o seu desenvolvimento.


Indústria forte, país forte.



 
 
 

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