Rede RS Indústria 4.0 apresenta célula conectada
A Rede RS Indústria 4.0 colocou em operação, em 22 de outubro de 2026, uma estação completa de montagem robotizada durante a 35ª Mercopar, realizada no Parque de Eventos da Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS). A célula demonstradora reúne hardware de produção mecânica, cinco tecnologias complementares de sensoriamento industrial, inteligência artificial e sistemas de execução da manufatura para evidenciar o funcionamento prático de uma fábrica conectada em tempo real.
A iniciativa colaborativa é liderada pelo Sistema FIERGS, por meio do Senai-RS, em parceria com o Sebrae RS. O projeto reúne empresas de base tecnológica do Rio Grande do Sul para demonstrar a viabilidade técnica e financeira da modernização de processos em pequenas, médias e grandes plantas fabris.
Arquitetura de automação e sinergia operacional
Instalada sob uma estrutura técnica em acrílico, a estação executa a montagem ao vivo do miolo de tomadas elétricas em uma cadência contínua de sete a oito peças por minuto. A base mecânica foi desenvolvida pela fabricante caxiense G&A Cemin, a partir de uma demanda real voltada à eliminação de postos manuais repetitivos e insalubres. Ao hardware foram acopladas soluções de cinco fornecedores regionais que atuam de maneira orquestrada na extração e interpretação de dados operacionais.
A operação simultânea dos subsistemas transforma o acompanhamento da linha: o foco desloca-se da supervisão estática da máquina para o controle analítico do processo produtivo. Em vez de avaliar apenas o volume de itens aprovados na saída da esteira, a instrumentação mede o tempo exato de resposta de cada atuador pneumático, o consumo energético e a estabilidade dimensional das peças em cada estágio do ciclo.
O gerente de Operações dos Institutos Senai de Tecnologia e um dos responsáveis pelo espaço técnico, Rafael Granoski, explica que o desgaste de componentes mecânicos raramente ocasiona paradas abruptas imediatas. A degradação progressiva se manifesta por meio de perda milimétrica de velocidade de deslocamento. Sem sensores acoplados, a fábrica nota a deficiência somente na perda global de eficiência ao término do turno. Com telemetria individualizada, qualquer desvio de milissegundos acusa anomalias mecânicas de forma antecipada, viabilizando a manutenção preditiva programada.
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Brasil Inovador




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