SinmaqSinos reafirma compromisso com a indústria
O presidente do SinmaqSinos, Marlos Davi Schmidt, compartilha uma reflexão sobre o resultado das eleições, os desafios para o setor produtivo e a importância de seguir trabalhando, investindo e gerando oportunidades para o desenvolvimento do país.
Leia o texto na íntegra:
"Lamentamos, mas seguiremos trabalhando"
O SinmaqSinos respeita a democracia e a vontade dos eleitores. Esse respeito não nos impede de expressar preocupação com o resultado das eleições e com os caminhos que se abrem para o nosso estado e para o país.
Para quem empreende, produz e trabalha pela prosperidade, este é um momento de frustração. Vemos perder espaço a visão de que o desenvolvimento nasce do trabalho, do investimento e da criação de oportunidades. Lamentamos o avanço de uma lógica de escassez, que concentra o debate na distribuição do que existe e dedica pouca atenção às condições para gerar mais riqueza e melhorar a vida de todos.
Mas lamentar não significa desistir.
Nossas empresas precisam de nós. Nosso estado e nossas pessoas também. Seguiremos abrindo as portas, investindo, gerando empregos e fazendo o dia a dia acontecer. Nossa dedicação não depende de quem ocupa o governo.
Aos que celebram o resultado, fazemos um chamado: cobrem muito de quem recebeu a responsabilidade de governar. Exijam entregas, coerência e respeito por quem sustenta a economia. Se a frustração chegar, não a escondam por fidelidade política. Nenhum governante deve receber um cheque em branco, nem colocar a própria permanência no poder acima dos interesses da sociedade.
A quem compartilha da nossa frustração, a mensagem é de firmeza: não vamos baixar a cabeça. Nossa força sempre esteve na dedicação, na capacidade de construir e no trabalho que transforma dificuldades em oportunidades.
Seguiremos vigilantes, cobrando responsabilidade, defendendo a liberdade de empreender e nos posicionando contra medidas que prejudiquem a produção, o emprego e o desenvolvimento.
Esse compromisso também exige acompanhar os fatos e cobrar respostas sobre os atos e as ocorrências que suscitaram questionamentos durante o processo eleitoral, especialmente quanto à atuação do STF e do TSE e aos possíveis efeitos de suas decisões sobre a disputa.
Questionamentos dessa relevância precisam de esclarecimentos públicos, fundamentados e compreensíveis. Cabe às instituições responder às dúvidas apresentadas com elementos concretos, dar transparência às decisões e assegurar a apuração de eventuais irregularidades pelos meios competentes. A segurança do processo eleitoral depende também da disposição de prestar contas à sociedade.
Respeitar as instituições inclui cobrar que cumpram suas responsabilidades. O encerramento da votação não encerra o dever de esclarecer os fatos. Seguiremos acompanhando os desdobramentos e exigindo respostas adequadas, com a seriedade que o tema merece.
Essas respostas são devidas ao povo brasileiro, independentemente do voto que cada cidadão escolheu dar. A transparência e a confiança no processo eleitoral são direitos de todos.
Lamentamos, mas seguiremos trabalhando. Com a cabeça erguida, vigilância e disposição para cobrar.
Atenciosamente,
Marlos Davi Schmidt
Presidente do SinmaqSinos




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