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Atividade industrial avança e sinaliza reação, diz FIERGS

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS), pesquisa realizada pelo Sistema FIERGS, atingiu em junho o maior nível do ano. Subiu 2,6% em relação a maio, compensando a queda de 0,8% registrada no quinto mês de 2026. Já no acumulado do primeiro semestre, o IDI-RS registrou queda de 4,4% na comparação com o mesmo período de 2025. “A alta de junho ainda é insuficiente para caracterizar uma trajetória sustentada de recuperação da indústria, especialmente após o enfraquecimento observado ao longo de 2025 e no início deste ano, mas representa uma reação após as oscilações dos primeiros meses de 2026. Os resultados de junho reforçam a percepção de que o movimento de enfraquecimento da atividade industrial gaúcha vem perdendo intensidade”, avalia o presidente Claudio Bier.


O avanço do IDI-RS em junho foi sustentado principalmente pelas compras industriais, que cresceram 10,4%. Também registraram variações positivas o emprego (0,2%) e a utilização da capacidade instalada (0,1 ponto percentual), cujo grau médio atingiu 78,9%. O faturamento real manteve-se estável. Em sentido contrário, a massa salarial real recuou 0,6% e as horas trabalhadas na produção, 0,4%.


Índice de Desempenho Industrial

Na comparação com junho de 2025, o recuo de 0,8% do IDI-RS foi influenciado especialmente pelas reduções das horas trabalhadas na produção (-4%), da massa salarial (-2,9%), do faturamento real (-1,5%) e do emprego industrial (-0,9%). O resultado fechou 12 meses consecutivos de queda, mas registrou a menor retração de 2026. Em sentido oposto, as compras industriais avançaram 3,4%, interrompendo 11 meses consecutivos de recuo nessa base de comparação, enquanto a utilização da capacidade instalada aumentou 0,3 ponto percentual.

ACUMULADO DO SEMESTRE

A queda de 4,4% do IDI-RS nos primeiros seis meses é a menor retração acumulada desde o início do ano. Entre os componentes do índice, as compras industriais permaneceram com a retração mais intensa (-10,2%), seguidas pelas horas trabalhadas na produção (-6,1%) e pelo faturamento real (-5,5%). A massa salarial real e o emprego industrial recuaram, ambos, 0,9%. A utilização da capacidade instalada, por sua vez, apresentou redução de 0,5 ponto percentual.


Entre os segmentos industriais pesquisados, a queda da atividade no primeiro semestre continuou disseminada e apenas quatro, entre 16, cresceram. Os avanços foram observados em Alimentos (5,7%), Móveis (2,9%), Metalurgia (7,9%) e Têxteis (2,5%). Em sentido contrário, as principais influências negativas vieram de Máquinas e equipamentos (-12,5%), Veículos automotores (-6,8%) e Couros e calçados (-4,4%).


Clique aqui e acompanhe a pesquisa completa.


Comunicação da FIERGS



 
 
 

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