O passado ensina: Porque a mudança da escala 6x1 exige cautela
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O passado já nos mostrou por que devemos ser contra a redução da jornada.
Quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas e novos direitos trabalhistas foram criados, a indústria alertou para seus impactos. Essas medidas não fizeram as empresas desaparecerem de um dia para o outro, mas isso não significa que sucessivos aumentos de custos não tenham consequências.
Em 1986, a indústria de transformação representava 27,3% do PIB brasileiro. Hoje, representa cerca de 13,7%. Ao mesmo tempo, o Brasil ocupa apenas a 58ª posição entre 69 economias no Ranking Mundial de Competitividade do IMD.
Não estamos afirmando que a redução da jornada tenha causado essa perda. O que os dados mostram é que a indústria brasileira vem perdendo espaço e competitividade. Cada nova medida que aumenta o custo de produzir no Brasil precisa, portanto, ser avaliada com muito mais responsabilidade.
Reduzir a jornada de 44 para 40 horas, mantendo integralmente os salários, significa reduzir em cerca de 9% o tempo de trabalho. Sem ganho equivalente de produtividade, haverá aumento do custo por hora produzida.
Competitividade não se perde de uma vez. Perde-se gradualmente: em um investimento que vai para outro país, em uma importação que substitui a produção nacional, em uma fábrica que deixa de ampliar ou em empregos que deixam de ser criados.
Por isso, antes de discutir apenas quantas horas devemos trabalhar, o Brasil precisa discutir como produzir mais por hora, reduzir o Custo Brasil e voltar a ser competitivo.
Novo Hamburgo, 28 de agosto de 2026.
Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região - SinmaqSinos
Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins - Abrameq
Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti - ACI




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