SinmaqSinos com demais entidades questiona fim da escala 6x1
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“O debate sobre o fim da escala 6x1 precisa ser tratado com responsabilidade e visão econômica, sem simplificações”, apresenta documento assinado pelo SinmaqSinos e entidades empresarias da região.
As entidades destacam que “o Brasil não enfrenta um problema de excesso de trabalho. O Brasil enfrenta um problema de baixa produtividade, falta de mão-de-obra qualificada, alto custo estrutural e perda de competitividade internacional”.
Adiciona que “reduzir a jornada por imposição geral e uniforme sem enfrentar o custo Brasil, sem redução proporcional de salário, a insegurança jurídica, a complexidade tributária, o peso sobre a folha de pagamento, a baixa qualificação média dos profissionais e a infraestrutura deficiente não representa avanço social. Ao contrário, representa aumento de custo.
A questão central é quem paga essa conta: é a empresa que investe com juros altos, paga tributos elevados, enfrenta burocracia, assume risco diariamente e mantém empregos mesmo em ciclos negativos. E fazem isto em um cenário de produtividade industrial abaixo dos concorrentes globais, informalidade crescente, margens comprimidas e pressão sobre preços, impor redução estrutural de jornada sem compensação produtiva significa aumento do custo por hora trabalhada, redução da competitividade, deslocamento de investimentos e risco ao próprio emprego que se pretende proteger”.
“Antes de discutir menos dias trabalhados, o Brasil precisa discutir como produzir mais por hora, como reduzir o custo sobre o emprego, simplificar regras, dar previsibilidade a quem investe e como melhorar a qualificação técnica. O verdadeiro compromisso social é gerar crescimento sustentável — e crescimento sustentável nasce da competitividade” completa o documento.
Assinam o documento junto ao SinmaqSinos: Abrameq, ACI NH – CB – EV - IV, Sindimetal RS, SindartcouroNH, SIC-NH, Sinborsul, Sindivest São Leopoldo, Sindicis, SiabRS e Sinduscon-NH.




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